A organização é constituída através de uma selecção de pessoas vindas das diferentes organizações de estado, privadas, da sociedade civil, pessoas influentes, professores, jornalistas, Forças de Defesa e Segurança, animadores comunitários, líderes de opinião, entre outras figuras de diferentes idades e diversas crenças religiosas.
BAETCHAN PLENTCHE dispõe de um Grupo de Teatro do Oprimido.
O GKP BAETCHAN PLENTCHE coopera com os seus grupos congéneres da Região de Cacheu, nomeadamente UTCHOKOORAL da Secção de Suzana e BALAMPE BAFER do margem Norte do Rio Cacheu.
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A Assembleia Geral Ordinária, realizada aos 13 dias do mês de Outubro de 2024 em Canchungo, concedeu um mandato de dois anos aos titulares das seguintes estruturas:
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O grupo de teatro do Oprimido GTO-Baetchan Plentche é coordenado por Humberto Tavares.



Fase de criação e legalização das organizações de base. Centra-se na formação fundamental em análise de conflitos, mediação popular e cidadania ativa, culminando na constituição legal das 11 associações regionais de Kumpuduris di Paz.
Num djunta kabesa da equipa do GTO-Bissau com atores locais na região de Cacheu, no Setor de Canchungo, recorda-se o caminho percorrido, analisam-se juntos os conflitos e desafios atuais e imagina-se o futuro da paz em Guiné-Bissau, partilhando experiências, identificando forças e necessidades locais e lançando as bases para o trabalho em rede entre ativistas de base.
A formação realizada na região de Cacheu, no Setor de Canchungo, marca o início do ciclo de capacitação dos futuros mediadores comunitários. O curso aprofunda a compreensão dos conflitos e dos caminhos possíveis para a sua transformação, combinando fundamentos teóricos e práticas de mediação popular. Valoriza-se o uso de saberes e recursos tradicionais na construção de soluções sustentáveis.
Foram identificados cinco conflitos locais exemplares e analisadas as suas dimensões estruturais e culturais, que servem de base para o trabalho prático dos seguintes passos:
Em Canchungo, o grupo aprofunda a sua organização interna e assume compromissos claros para a realização das atividades práticas sobre os cinco conflitos escolhidos.
São debatidos e assinados os acordos de entendimento e as regras de administração responsável dos fundos do projeto, com acompanhamento da equipa técnico-administrativa do GTO-Bissau.
O grupo elege dois representantes — uma mulher e um homem — para a gestão partilhada e transparente dos recursos, consolidando uma relação de confiança mútua e de corresponsabilidade.
No Setor de Canchungo, o Grupo de Kumpuduris di Paz inicia a implementação das primeiras ações autónomas de mediação e transformação de conflitos, com base nos planos elaborados no passo anterior.
Em cada situação, o grupo procura promover o diálogo, a escuta mútua e a corresponsabilidade, substituindo soluções impostas por processos participativos e transparentes. A gestão das atividades e dos fundos segue o princípio da autonomia local e da prestação de contas, fortalecendo a capacidade do grupo em formação e das comunidades de enfrentar os seus próprios conflitos de forma construtiva e duradoura.
No Setor de Canchungo, os conflitos abordados dizem respeito a Tame, onde disputas de liderança paralisam a associação ASSOFITA, responsável pela gestão de uma escola com mais de 1.200 crianças, a Canchungo, marcada por divergências inter- e intra-religiosas associadas a comunidades migrantes com forte coesão própria, a Djol, onde se verificam disputas de posse de terra, a Pelundo e Pantufa, envolvidas num conflito coletivo de posse de terra entre a família Monteiro de Pelundo e as comunidades de Pantufa, bem como a um conflito alargado que abrange Djol, Canchungo, Augusto Barros e Pelundo, relacionado com o roubo de gado à mão armada.
GTO-Bissau e o grupo local selecionam um dos cinco conflitos para ser aprofundado através do Teatro do Oprimido. A formação inicial em Teatro Fórum conduz à criação coletiva da peça, com construção da cenografia, figurinos e músicas próprias.
Após as primeiras apresentações públicas, segue-se uma fase de aperfeiçoamento dramatúrgico e técnico, culminando na gravação da versão radiofónica.
A peça torna-se assim um recurso de sensibilização e diálogo, capaz de apoiar os processos comunitários de transformação de conflitos.
A Equipa técnica de GTO-Bissau e o grupo local avaliam o caminho percorrido para compreender a evolução do grupo como mediadores comunitários. Revêm-se os cinco conflitos trabalhados, analisam-se os resultados alcançados e identificam-se os aspetos que requerem seguimento e reforço. A reflexão conjunta aprofunda a compreensão teórica da transformação de conflitos e das mudanças internas em cada Kumpudur, incluindo atitudes, responsabilidades e modos de colaboração. O grupo contribui para a construção coletiva de saberes sobre mediação popular e participa na definição de princípios orientadores e de um código de conduta comum para os Kumpuduris di Paz.
O grupo de Kumpuduris di Paz Baetchan Plentche, realiza a sua Assembleia Constituinte, debatendo e aprovando os Estatutos que orientam o funcionamento da organização.
Com o apoio do GTO-Bissau, inicia-se o processo de legalização através de escritura pública e publicação no Boletim Oficial.
As aprendizagens adquiridas são aplicadas noutros espaços sociais e profissionais, através da mediação popular de conflitos emergentes nas comunidades. O grupo elege os seus órgãos internos com equilíbrio de género e põe em prática o princípio da separação de poderes entre a Coordenação executiva e o Conselho de Coordenação deliberativo, reforçando a transparência e a legitimidade das suas ações.
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A Assembleia Geral Constituinte foi realizada no dia 16 de Dezembro de 2016 em Canchungo, concedeu um mandato de dois anos (2017 - 2019) às seguintes estruturas:
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Etapa de consolidação organizacional e fortalecimento da rede. As associações aprofundam a sua estrutura interna, promovem campanhas públicas e introduzem novas metodologias, como o Teatro Legislativo e a investigação-ação sobre cidadania eleitoral.
O ciclo reforça a credibilidade e visibilidade pública dos Kumpuduris, ampliando o diálogo entre sociedade civil, Estado e comunidades locais.
Em Canchungo, o GTO-Bissau realiza, com o GKP Baletchan Plentche e seu GTO, um ateliê de consolidação e planificação da nova fase do Projeto Fórum de Paz. Analisa-se o funcionamento interno da organização, os seus estatutos e práticas de gestão, e identificam-se necessidades de apoio técnico e formativo.
Em contacto com parceiros locais — administração, CAJ, SDS, autoridades tradicionais e religiosas — surgem novas ideias e desafios sobre o papel das organizações comunitárias num período eleitoral.
As discussões sobre liderança, cooperação e sustentabilidade abrem o novo ciclo de formação e planeamento conjunto.
Após o trabalho de consolidação interna, o GTO-Bissau e o GKP BAETCHAN PLENTCHE realizam uma campanha pública de sensibilização e advocacia nos Setores administrativos da margem Sul do Rio de Cacheu. A caminhada de paz com as marionetas gigantes mobilizam centenas de participantes e celebram a presença ativa dos Kumpuduris di Paz no espaço público.
Durante as atividades, o Dossiê institucional — contendo estatutos, currículos de formação, documentação da abordagem dos cinco conflitos abordados durante a formação em mediação popular, memorandos de entendimento e recomendações — é entregue às autoridades regionais e parceiros locais, reforçando a visibilidade e a sustentabilidade da organização recém-legalizada.
Com base nas análises locais realizadas no 8.º passo, GTO-Bissau e BALAMPE BAFER desenvolvem um processo de criação teatral centrado nos desafios e tensões ligados às eleições e à vivência democrática no Setor de São Domingos. O GTO BALAMPE BAFER encena a peça de Teatro do Oprimido Força do povo na terra ku no djunta inspirada em situações reais observadas durante as campanhas eleitorais.
Baetchan Plentche realiza uma análise interna dos seus processos de gestão e participação, com acompanhamento técnico do GTO-Bissau. São revistos os regulamentos e práticas administrativas, e debatidos mecanismos para maior transparência e eficácia na tomada de decisões.
O processo culmina na renovação das suas próprias estruturas associativas, com a realização da assembleia geral e eleições dos órgãos, assegurando a continuidade legal e o fortalecimento institucional do grupo.
Paralelamente, o grupo participa na estruturação da rede informal RENA KU PAZ, criada para promover a cooperação e a troca de experiências entre os 11 Grupos de Kumpuduris di Paz.
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A 2ªAssembleia Geral Ordinária foi realizada no dia 3 de Março de 2020 em Canchungo, concedeu um mandato de dois anos (2017 - 2019) às seguintes estruturas:
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O GKP Baetchan Plentche participa na introdução da metodologia de Teatro Legislativo, a partir das primeiras peças de Teatro do Oprimido, criadas com base nos conflitos comunitários.
Nos cinco Setores administrativos situados na margem Sul do Rio de Cacheu, são organizados apresentações de Teatro Fórum e ateliês com participação de representantes das comunidades, autoridades tradicionais e religiosas, estruturas locais do Estado e Centro de Acesso à Justiça (CAJ) competente.
As atividades são acompanhadas pelas rádios comunitárias e contam com o apoio dos e das Kuringas de GTO-Bissau. O processo cria uma experiência comparável entre todas as regiões e abre espaço para o aconselhamento mútuo e a formulação de propostas comuns para a transformação dos conflitos.
Para garantir a continuidade das atividades, o GKP BAETCHAN PLENTCHE recebe apoio para o reforço da sua estrutura organizacional e logística.
São instaladas placas informativas em lugares estratégicos das áreas de intervenção, abertos contas bancárias para gestão de microfundos e adquiridas motorizadas com caixa de carga para deslocações e transporte de materiais. O grupo recebe ainda carimbo com o seu logotipo, pequeno equipamento de som e utensílios básicos para reuniões e eventos comunitários.
Estas medidas fortalecem a autonomia e a capacidade de execução do grupo nas ações de mediação e teatro comunitário.
O GKP BAETCHAN PLENTCHE participa numa ação nacional de investigação sobre a cidadania eleitoral e as experiências da democracia multipartidária na Guiné-Bissau. São formados cerca de vinte inquiridores regionais, integrados num total de duzentos Kumpuduris responsáveis pela recolha de dados em todo o país.
A formação aborda temas como migração interna, participação das mulheres na política e critérios para eleições livres, justas e transparentes.
Para ver os resultados específicos para a Região de Cacheu clique aqui
O estudo é acompanhado por especialistas do INEP e culmina na elaboração de uma publicação de síntese.
Em paralelo, o grupo organiza apresentações regionais e oficinas setoriais de Teatro Legislativo sobre os conflitos eleitorais identificados, promovendo debate público, assessoria jurídica e a criação de códigos de conduta locais para o processo eleitoral.