GKP Tebanki

O Grupo de construtores de paz da região de Bolama-Bijagos, denominado na língua Bijagos TEBANKI significando “Agarremos”, foi criado no âmbito das formações do Projeto Fórum de Paz entre 2015 e 2017, que incluíam fases teóricas e práticas assim como o trabalho em redes.

A organização é constituída através de uma seleção de pessoas vindas de diferentes instituições do estado, organizações não-governamentais, professores, jornalistas e bombeiros humanitários.

TEBANKI dispõe de uma canoa e de um Grupo de Teatro do Oprimido.

#Mittel (Tebanki_CE11)
Círculos eleitorais monitorados pela organização: ,

Publicado no BO Nº46/2018,
Certidão de Escritura Nº144,
28 de Julho de 2017,
Folhas 65 a 71, Livro 9, Serie C

TEBANKI está sediada na cidade de Bubaque, realizando as suas ações em todas as ilhas do Arquipélago dos Bijagos. A Região é habitada maioritariamente pelo povo Bidjugu e também Fulas e Balante em pequena dimensão, cujas atividades económicas predominantes são a pesca, a agricultura e o turismo assim como o comercio em pequena escala.

Produções teatrais do:

Canoa amarela

Estruturas sociais atuais

A Assembleia Geral Ordinária, realizada no dia 20 de Abril de 2024 em Bubaque, concedeu um mandato de dois anos às seguintes estruturas:

Canoa verde

Conselho de Coordenação

Presidente:
Luis Ié
Vice-Presidente:
Isabel da Silva
Secretário:
Jorge Patrão

Canoa vermelha

Coordenação

Coordenador:
Herculano Preto da Silva
Secretário:
Diamantino A. Mamudu
Tesoureiro/a:
Ivansca J.C. de Medina

O grupo de teatro do Oprimido GTO-Tebanki é coordenado por Rui Vieira e Danilson Gomes.

11ºEncontro do Conselho de Paz
14ºEncontro do Conselho de Paz
15ºEncontro do Conselho de Paz
19ºEncontro do Conselho de Paz
24ºEncontro do Conselho de Paz
26ºEncontro do Conselho de Paz

Ciclos de formação do membro:

#timeline_Ciclo_SCP792_Passos_01
2º CICLO (PASSOS 8 A 14) 8ºPASSO: DESENVOLVIMENTO ORGANIZACIONAL (I) 9ºPASSO: CAMINHADAS DE PAZ 10ºPASSO: ENCENAÇÃO GTO 11ºPASSO: DESENVOLVIMENTO ORGANIZACIONAL (II) 12ºPASSO: TEATRO LEGISLATIVO 13ºPASSO: PÉ DI APOIO 14ºPASSO: PESQUISA E AÇÃO

2º CICLO (PASSOS 8 A 14)

Etapa de consolidação organizacional e fortalecimento da rede. As associações aprofundam a sua estrutura interna, promovem campanhas públicas e introduzem novas metodologias, como o Teatro Legislativo e a investigação-ação sobre cidadania eleitoral.

O ciclo reforça a credibilidade e visibilidade pública dos Kumpuduris, ampliando o diálogo entre sociedade civil, Estado e comunidades locais.

8ºPASSO: DESENVOLVIMENTO ORGANIZACIONAL (I)

Em Bubaque, o GTO-Bissau realiza, com o GKP Tebanki e seu GTO, um ateliê de consolidação e planificação da nova fase do Projeto Fórum de Paz. Analisa-se o funcionamento interno da organização, os seus estatutos e práticas de gestão, e identificam-se necessidades de apoio técnico e formativo.

Em contacto com parceiros locais — administração, CAJ, SDS, autoridades tradicionais e religiosas — surgem novas ideias e desafios sobre o papel das organizações comunitárias num período eleitoral.

As discussões sobre liderança, cooperação e sustentabilidade abrem o novo ciclo de formação e planeamento conjunto.

9ºPASSO: CAMINHADAS DE PAZ

Após o trabalho de consolidação interna, o GTO-Bissau e o GKP TEBANKI realizam uma campanha pública de sensibilização e advocacia na região de Bolama-Bijagos. A caminhada de paz com as marionetas gigantes mobilizam centenas de participantes e celebram a presença ativa dos Kumpuduris di Paz no espaço público.

Durante as atividades, o Dossiê institucional — contendo estatutos, currículos de formação, documentação da abordagem dos cinco conflitos abordados durante a formação em mediação popular, memorandos de entendimento e recomendações — é entregue às autoridades regionais e parceiros locais, reforçando a visibilidade e a sustentabilidade da organização recém-legalizada.

10ºPASSO: ENCENAÇÃO GTO

Com base nas análises locais realizadas no 8.º passo, GTO-Bissau e TEBANKI desenvolvem um processo de criação teatral centrado nos desafios e tensões ligados às eleições e à vivência democrática na região de Bolama-Bijagos. O GTO TEBANKI encena a peça de Teatro do Oprimido Nô djubi, nô rapada inspirada em situações reais observadas durante as campanhas eleitorais.

11ºPASSO: DESENVOLVIMENTO ORGANIZACIONAL (II)

Devido à pandemia do Coronavirus, e as restricções de viagem que impediram o regresso do coordenador de Tebanki à Guiné-Bissau, não haviam condições para a realização do 11ºPasso durante muito tempo. Para evitar a caducudade do mandato das estruturas sociais, as mesmas foram reconduzidas para mais um mandato pelos membros da associação numa simples reunião.

12ºPASSO: TEATRO LEGISLATIVO

O GKP Tebanki participa na introdução da metodologia de Teatro Legislativo, a partir das primeiras peças de Teatro do Oprimido, criadas com base nos conflitos comunitários. Em cada setor administrativo da região de Bolama-Bijagos, são organizados apresentações de Teatro Fórum e ateliês com participação de representantes das comunidades, autoridades tradicionais e religiosas, estruturas locais do Estado e centros de acesso à justiça (CAJs). As atividades são acompanhadas pelas rádios comunitárias e contam com o apoio dos e das Kuringas de GTO-Bissau. O processo cria uma experiência comparável entre todas as regiões e abre espaço para o aconselhamento mútuo e a formulação de propostas comuns para a transformação dos conflitos.

13ºPASSO: PÉ DI APOIO

Para garantir a continuidade das atividades, o GKP TEBANKI recebe apoio para o reforço da sua estrutura organizacional e logística. São instaladas placas informativas em lugares estratégicos das áreas de intervenção, abertas contas bancárias para gestão de microfundos e adquiridas motorizadas com caixa de carga para deslocações e transporte de materiais. O grupo recebe ainda carimbo com o seu logotipo, pequeno equipamento de som e utensílios básicos para reuniões e eventos comunitários. Estas medidas fortalecem a autonomia e a capacidade de execução do grupo nas ações de mediação e teatro comunitário.

14ºPASSO: PESQUISA E AÇÃO

O GKP TEBANKI participa numa ação nacional de investigação sobre a cidadania eleitoral e as experiências da democracia multipartidária na Guiné-Bissau. São formados cerca de vinte inquiridores regionais, integrados num total de duzentos Kumpuduris responsáveis pela recolha de dados em todo o país.

A formação aborda temas como migração interna, participação das mulheres na política e critérios para eleições livres, justas e transparentes.

Para ver os resultados específicos para a Região de Bolama-Bijagos clique aqui

O estudo é acompanhado por especialistas do INEP e culmina na elaboração de uma publicação de síntese.

Em paralelo, o grupo organiza apresentações regionais e oficinas setoriais de Teatro Legislativo sobre os conflitos eleitorais identificados, promovendo debate público, assessoria jurídica e a criação de códigos de conduta locais para o processo eleitoral.

#timeline_Ciclo_SCP668_Passos_01
1º CICLO (PASSOS 1 A 7) 1ºPASSO: PESQUISA PRELIMINAR 2ºPASSO: CURSO BÁSICO "KUMPUDURIS DI PAZ" 3ºPASSO: GESTÃO FINANCEIRA 4ºPASSO: INTERVENÇÕES AUTÓNOMAS 5ºPASSO: ENCENAÇÃO COM O TEATRO DO OPRIMIDO 6ºPASSO: ATELIÊ DE REFORÇO E AVALIAÇÃO 7ºPASSO: ASSEMBLEIA CONSTITUINTE

1º CICLO (PASSOS 1 A 7)

Fase de criação e legalização das organizações de base. Centra-se na formação fundamental em análise de conflitos, mediação popular e cidadania ativa, culminando na constituição legal das 11 associações regionais de Kumpuduris di Paz.

O ciclo valoriza o aprender fazendo — da pesquisa preliminar às primeiras intervenções autónomas — e estabelece as bases éticas e metodológicas do movimento, na Região de Bolama-Bijagos.

1ºPASSO: PESQUISA PRELIMINAR

Num djunta kabesa da equipa do GTO-Bissau com atores locais na região de Bolama-Bijagos, recorda-se o caminho percorrido, analisam-se juntos os conflitos e desafios atuais e imagina-se o futuro da paz em Guiné-Bissau, partilhando experiências, identificando forças e necessidades locais e lançando as bases para o trabalho em rede entre ativistas de base.

2ºPASSO: CURSO BÁSICO "KUMPUDURIS DI PAZ"

A formação realizada na Região de Bolama-Bijagos, marca o início do ciclo de capacitação dos futuros mediadores comunitários. O curso aprofunda a compreensão dos conflitos e dos caminhos possíveis para a sua transformação, combinando fundamentos teóricos com saberes locais e práticas de mediação popular. Valoriza-se o uso de saberes e recursos tradicionais na construção de soluções sustentáveis.

Foram identificados cinco conflitos locais exemplares e analisadas as suas dimensões estruturais e culturais, que servem de base para o trabalho prático dos seguintes passos:

  1. Ilha de Canogo: Rivalidade e divisão entre aldeias
  2. Ilha de Uno: Acampamento de pescadores imigrantes
  3. Ilhas de Bubaque e Orango: Disputas sobre Herança (Hortas)
  4. Zona reservada (Parque) e Pescadores: Gestão e colaboração
  5. Ilha de Wite: Isolamento e conflitos tradicionais

3ºPASSO: GESTÃO FINANCEIRA

Em Bubaque, o grupo aprofunda a sua organização interna e assume compromissos claros para a realização das atividades práticas sobre os cinco conflitos escolhidos. São debatidos e assinados os acordos de entendimento e as regras de administração responsável dos fundos do projeto, com acompanhamento da equipa técnico-administrativa do GTO-Bissau. O grupo elege dois representantes — uma mulher e um homem — para a gestão partilhada e transparente dos recursos, consolidando uma relação de confiança mútua e de corresponsabilidade.

4ºPASSO: INTERVENÇÕES AUTÓNOMAS

Na região de Bolama-Bijagos, o Grupo de Kumpuduris di Paz inicia a implementação das primeiras ações autónomas de mediação e transformação de conflitos, com base nos planos elaborados no passo anterior.

Na região de Bolama‑Bijagós, os cinco conflitos abordados refletem dinâmicas diversas e interligadas: na Ilha de Canogo, a rivalidade e a divisão entre aldeias; na Ilha de Uno, as tensões em torno do acampamento de pescadores imigrantes; nas Ilhas de Bubaque e Orango, as disputas relacionadas com heranças e hortas; na relação entre a zona reservada do Parque e os pescadores, os desafios de gestão e colaboração; e, por fim, na Ilha de Wite, o isolamento e a persistência de conflitos tradicionais.

Em cada situação, o grupo procura promover o diálogo, a escuta mútua e a corresponsabilidade, substituindo soluções impostas por processos participativos e transparentes. A gestão das atividades e dos fundos segue o princípio da autonomia local e da prestação de contas, fortalecendo a capacidade do grupo em formação e das comunidades de enfrentar os seus próprios conflitos de forma construtiva e duradoura.

5ºPASSO: ENCENAÇÃO COM O TEATRO DO OPRIMIDO

GTO-Bissau e o grupo local selecionam um dos cinco conflitos para ser aprofundado através do Teatro do Oprimido. A formação inicial em Teatro Fórum conduz à criação coletiva da peça, com construção da cenografia, figurinos e músicas próprias.

Após as primeiras apresentações públicas, segue-se uma fase de aperfeiçoamento dramatúrgico e técnico, culminando na gravação da versão radiofónica.

A peça torna-se assim um recurso de sensibilização e diálogo, capaz de apoiar os processos comunitários de transformação de conflitos.

6ºPASSO: ATELIÊ DE REFORÇO E AVALIAÇÃO

A Equipa técnica de GTO-Bissau e o grupo local avaliam o caminho percorrido para compreender a evolução do grupo como mediadores comunitários. Revêm-se os cinco conflitos trabalhados, analisam-se os resultados alcançados e identificam-se os aspetos que requerem seguimento e reforço. A reflexão conjunta aprofunda a compreensão teórica da transformação de conflitos e das mudanças internas em cada Kumpudur, incluindo atitudes, responsabilidades e modos de colaboração. O grupo contribui para a construção coletiva de saberes sobre mediação popular e participa na definição de princípios orientadores e de um código de conduta comum para os Kumpuduris di Paz.

7ºPASSO: ASSEMBLEIA CONSTITUINTE

O grupo de Kumpuduris di Paz Tebanki, realiza a sua Assembleia Constituinte, debatendo e aprovando os Estatutos que orientam o funcionamento da organização. Com o apoio do GTO-Bissau, inicia-se o processo de legalização através de escritura pública. As aprendizagens adquiridas são aplicadas noutros espaços sociais e profissionais, através da mediação popular de conflitos emergentes nas comunidades. O grupo elege os seus órgãos internos com equilíbrio de género e põe em prática o princípio da separação de poderes entre a Coordenação executiva e o Conselho de Coordenação deliberativo, reforçando a transparência e a legitimidade das suas ações.

Canoa amarela

Estruturas sociais constituintes

A Assembleia Geral Constituinte foi realizada no dia 6 de Maio de 2017 em Bubaque, concedeu um mandato de dois anos (2017 - 2019) às seguintes estruturas:

Canoa verde

Conselho de Coordenação

Presidente:
Herculano Preto da Silva
Vice-Presidente:
Mário André
Secretário:
Laurinda da Costa dos Santos Cabral

Canoa vermelha

Coordenação

Coordenador:
Benedito António Icossoboc
Secretária:
Ivansca Janira Carlos de Medina
Tesoureiro/a:
Segunda Gomes

O grupo de teatro do Oprimido GTO-Tebanki é coordenado por Rui Vieira e Danilson Gomes.