GKP Tebanki

O Grupo de construtores de paz da região de Bolama-Bijagos, denominado na língua Bijagos TEBANKI significando “Agarremos”, foi criado no âmbito das formações do Projeto Fórum de Paz entre 2015 e 2017, que incluíam fases teóricas e práticas assim como o trabalho em redes.
#Mittel (Tebanki_CE11)

A organização é constituída através de uma seleção de pessoas vindas de diferentes instituições do estado, organizações não-governamentais, professores, jornalistas e bombeiros humanitários.

TEBANKI dispõe de uma canoa e de um Grupo de Teatro do Oprimido.

Esta organização atua na seguinte área administrativa: , , , ,

Canoa amarela

Estruturas sociais atuais

A Assembleia Geral Ordinária, realizada no dia 20 de Abril de 2024 em Bubaque, concedeu um mandato de dois anos às seguintes estruturas:

Canoa verde

Conselho de Coordenação

Presidente:
Luis Ié
Vice-Presidente:
Isabel da Silva
Secretário:
Jorge Patrão

Canoa vermelha

Coordenação

Coordenador:
Herculano Preto da Silva
Secretário:
Diamantino A. Mamudu
Tesoureiro/a:
Ivansca J.C. de Medina

O grupo de teatro do Oprimido GTO-Tebanki é coordenado por Rui Vieira e Danilson Gomes.

TEBANKI está sediada na cidade de Bubaque, realizando as suas ações em todas as ilhas do Arquipélago dos Bijagos. A Região é habitada maioritariamente pelo povo Bidjugu e também Fulas e Balante em pequena dimensão, cujas atividades económicas predominantes são a pesca, a agricultura e o turismo assim como o comercio em pequena escala.
TEBANKI está sediada na cidade de Bubaque, realizando as suas ações em todas as ilhas do Arquipélago dos Bijagos. A Região é habitada maioritariamente pelo povo Bidjugu e também Fulas e Balante em pequena dimensão, cujas atividades económicas predominantes são a pesca, a agricultura e o turismo assim como o comercio em pequena escala.
#timeline_Ciclo_SCP668_Passos_01
1º CICLO (PASSOS 1 A 7) 1ºPASSO: PESQUISA PRELIMINAR 2ºPASSO: CURSO BÁSICO "KUMPUDURIS DI PAZ" 3ºPASSO: GESTÃO FINANCEIRA 4ºPASSO: INTERVENÇÕES AUTÓNOMAS 5ºPASSO: ENCENAÇÃO COM O TEATRO DO OPRIMIDO 6ºPASSO: ATELIÊ DE REFORÇO E AVALIAÇÃO 7ºPASSO: ASSEMBLEIA CONSTITUINTE

1º CICLO (PASSOS 1 A 7)

Fase de criação e legalização das organizações de base. Centra-se na formação fundamental em análise de conflitos, mediação popular e cidadania ativa, culminando na constituição legal das 11 associações regionais de Kumpuduris di Paz.

O ciclo valoriza o aprender fazendo — da pesquisa preliminar às primeiras intervenções autónomas — e estabelece as bases éticas e metodológicas do movimento, na Região de Bolama-Bijagos.

1ºPASSO: PESQUISA PRELIMINAR

Num djunta kabesa da equipa do GTO-Bissau com atores locais na região de Bolama-Bijagos, recorda-se o caminho percorrido, analisam-se juntos os conflitos e desafios atuais e imagina-se o futuro da paz em Guiné-Bissau, partilhando experiências, identificando forças e necessidades locais e lançando as bases para o trabalho em rede entre ativistas de base.

2ºPASSO: CURSO BÁSICO "KUMPUDURIS DI PAZ"

A formação realizada na Região de Bolama-Bijagos, marca o início do ciclo de capacitação dos futuros mediadores comunitários. O curso aprofunda a compreensão dos conflitos e dos caminhos possíveis para a sua transformação, combinando fundamentos teóricos com saberes locais e práticas de mediação popular. Valoriza-se o uso de saberes e recursos tradicionais na construção de soluções sustentáveis.

Foram identificados cinco conflitos locais exemplares e analisadas as suas dimensões estruturais e culturais, que servem de base para o trabalho prático dos seguintes passos:

  1. Ilha de Canogo: Rivalidade e divisão entre aldeias
  2. Ilha de Uno: Acampamento de pescadores imigrantes
  3. Ilhas de Bubaque e Orango: Disputas sobre Herança (Hortas)
  4. Zona reservada (Parque) e Pescadores: Gestão e colaboração
  5. Ilha de Wite: Isolamento e conflitos tradicionais

3ºPASSO: GESTÃO FINANCEIRA

Em Bubaque, o grupo aprofunda a sua organização interna e assume compromissos claros para a realização das atividades práticas sobre os cinco conflitos escolhidos. São debatidos e assinados os acordos de entendimento e as regras de administração responsável dos fundos do projeto, com acompanhamento da equipa técnico-administrativa do GTO-Bissau. O grupo elege dois representantes — uma mulher e um homem — para a gestão partilhada e transparente dos recursos, consolidando uma relação de confiança mútua e de corresponsabilidade.

4ºPASSO: INTERVENÇÕES AUTÓNOMAS

Na região de Bolama-Bijagos, o Grupo de Kumpuduris di Paz inicia a implementação das primeiras ações autónomas de mediação e transformação de conflitos, com base nos planos elaborados no passo anterior.

Na região de Bolama‑Bijagós, os cinco conflitos abordados refletem dinâmicas diversas e interligadas: na Ilha de Canogo, a rivalidade e a divisão entre aldeias; na Ilha de Uno, as tensões em torno do acampamento de pescadores imigrantes; nas Ilhas de Bubaque e Orango, as disputas relacionadas com heranças e hortas; na relação entre a zona reservada do Parque e os pescadores, os desafios de gestão e colaboração; e, por fim, na Ilha de Wite, o isolamento e a persistência de conflitos tradicionais.

Em cada situação, o grupo procura promover o diálogo, a escuta mútua e a corresponsabilidade, substituindo soluções impostas por processos participativos e transparentes. A gestão das atividades e dos fundos segue o princípio da autonomia local e da prestação de contas, fortalecendo a capacidade do grupo em formação e das comunidades de enfrentar os seus próprios conflitos de forma construtiva e duradoura.

5ºPASSO: ENCENAÇÃO COM O TEATRO DO OPRIMIDO

GTO-Bissau e o grupo local selecionam um dos cinco conflitos para ser aprofundado através do Teatro do Oprimido. A formação inicial em Teatro Fórum conduz à criação coletiva da peça, com construção da cenografia, figurinos e músicas próprias.

Após as primeiras apresentações públicas, segue-se uma fase de aperfeiçoamento dramatúrgico e técnico, culminando na gravação da versão radiofónica.

A peça torna-se assim um recurso de sensibilização e diálogo, capaz de apoiar os processos comunitários de transformação de conflitos.

6ºPASSO: ATELIÊ DE REFORÇO E AVALIAÇÃO

A Equipa técnica de GTO-Bissau e o grupo local avaliam o caminho percorrido para compreender a evolução do grupo como mediadores comunitários. Revêm-se os cinco conflitos trabalhados, analisam-se os resultados alcançados e identificam-se os aspetos que requerem seguimento e reforço. A reflexão conjunta aprofunda a compreensão teórica da transformação de conflitos e das mudanças internas em cada Kumpudur, incluindo atitudes, responsabilidades e modos de colaboração. O grupo contribui para a construção coletiva de saberes sobre mediação popular e participa na definição de princípios orientadores e de um código de conduta comum para os Kumpuduris di Paz.

7ºPASSO: ASSEMBLEIA CONSTITUINTE

O grupo de Kumpuduris di Paz Tebanki, realiza a sua Assembleia Constituinte, debatendo e aprovando os Estatutos que orientam o funcionamento da organização. Com o apoio do GTO-Bissau, inicia-se o processo de legalização através de escritura pública. As aprendizagens adquiridas são aplicadas noutros espaços sociais e profissionais, através da mediação popular de conflitos emergentes nas comunidades. O grupo elege os seus órgãos internos com equilíbrio de género e põe em prática o princípio da separação de poderes entre a Coordenação executiva e o Conselho de Coordenação deliberativo, reforçando a transparência e a legitimidade das suas ações.

Canoa amarela

Estruturas sociais constituintes

A Assembleia Geral Constituinte foi realizada no dia 6 de Maio de 2017 em Bubaque, concedeu um mandato de dois anos (2017 - 2019) às seguintes estruturas:

Canoa verde

Conselho de Coordenação

Presidente:
Herculano Preto da Silva
Vice-Presidente:
Mário André
Secretário:
Laurinda da Costa dos Santos Cabral

Canoa vermelha

Coordenação

Coordenador:
Benedito António Icossoboc
Secretária:
Ivansca Janira Carlos de Medina
Tesoureiro/a:
Segunda Gomes

O grupo de teatro do Oprimido GTO-Tebanki é coordenado por Rui Vieira e Danilson Gomes.

#timeline_Ciclo_SCP792_Passos_01
2º CICLO (PASSOS 8 A 14) 8ºPASSO: DESENVOLVIMENTO ORGANIZACIONAL (I) 9ºPASSO: CAMINHADAS DE PAZ 10ºPASSO: ENCENAÇÃO GTO 11ºPASSO: DESENVOLVIMENTO ORGANIZACIONAL (II) 12ºPASSO: TEATRO LEGISLATIVO 13ºPASSO: PÉ DI APOIO 14ºPASSO: PESQUISA E AÇÃO

2º CICLO (PASSOS 8 A 14)

Etapa de consolidação organizacional e fortalecimento da rede. As associações aprofundam a sua estrutura interna, promovem campanhas públicas e introduzem novas metodologias, como o Teatro Legislativo e a investigação-ação sobre cidadania eleitoral.

O ciclo reforça a credibilidade e visibilidade pública dos Kumpuduris, ampliando o diálogo entre sociedade civil, Estado e comunidades locais.

8ºPASSO: DESENVOLVIMENTO ORGANIZACIONAL (I)

Em Bubaque, o GTO-Bissau realiza, com o GKP Tebanki e seu GTO, um ateliê de consolidação e planificação da nova fase do Projeto Fórum de Paz. Analisa-se o funcionamento interno da organização, os seus estatutos e práticas de gestão, e identificam-se necessidades de apoio técnico e formativo.

Em contacto com parceiros locais — administração, CAJ, SDS, autoridades tradicionais e religiosas — surgem novas ideias e desafios sobre o papel das organizações comunitárias num período eleitoral.

As discussões sobre liderança, cooperação e sustentabilidade abrem o novo ciclo de formação e planeamento conjunto.

9ºPASSO: CAMINHADAS DE PAZ

Após o trabalho de consolidação interna, o GTO-Bissau e o GKP TEBANKI realizam uma campanha pública de sensibilização e advocacia na região de Bolama-Bijagos. A caminhada de paz com as marionetas gigantes mobilizam centenas de participantes e celebram a presença ativa dos Kumpuduris di Paz no espaço público.

Durante as atividades, o Dossiê institucional — contendo estatutos, currículos de formação, documentação da abordagem dos cinco conflitos abordados durante a formação em mediação popular, memorandos de entendimento e recomendações — é entregue às autoridades regionais e parceiros locais, reforçando a visibilidade e a sustentabilidade da organização recém-legalizada.

10ºPASSO: ENCENAÇÃO GTO

Com base nas análises locais realizadas no 8.º passo, GTO-Bissau e TEBANKI desenvolvem um processo de criação teatral centrado nos desafios e tensões ligados às eleições e à vivência democrática na região de Bolama-Bijagos. O GTO TEBANKI encena a peça de Teatro do Oprimido Nô djubi, nô rapada inspirada em situações reais observadas durante as campanhas eleitorais.

11ºPASSO: DESENVOLVIMENTO ORGANIZACIONAL (II)

Devido à pandemia do Coronavirus, e as restricções de viagem que impediram o regresso do coordenador de Tebanki à Guiné-Bissau, não haviam condições para a realização do 11ºPasso durante muito tempo. Para evitar a caducudade do mandato das estruturas sociais, as mesmas foram reconduzidas para mais um mandato pelos membros da associação numa simples reunião.

12ºPASSO: TEATRO LEGISLATIVO

O GKP Tebanki participa na introdução da metodologia de Teatro Legislativo, a partir das primeiras peças de Teatro do Oprimido, criadas com base nos conflitos comunitários. Em cada setor administrativo da região de Bolama-Bijagos, são organizados apresentações de Teatro Fórum e ateliês com participação de representantes das comunidades, autoridades tradicionais e religiosas, estruturas locais do Estado e centros de acesso à justiça (CAJs). As atividades são acompanhadas pelas rádios comunitárias e contam com o apoio dos e das Kuringas de GTO-Bissau. O processo cria uma experiência comparável entre todas as regiões e abre espaço para o aconselhamento mútuo e a formulação de propostas comuns para a transformação dos conflitos.

13ºPASSO: PÉ DI APOIO

Para garantir a continuidade das atividades, o GKP TEBANKI recebe apoio para o reforço da sua estrutura organizacional e logística. São instaladas placas informativas em lugares estratégicos das áreas de intervenção, abertas contas bancárias para gestão de microfundos e adquiridas motorizadas com caixa de carga para deslocações e transporte de materiais. O grupo recebe ainda carimbo com o seu logotipo, pequeno equipamento de som e utensílios básicos para reuniões e eventos comunitários. Estas medidas fortalecem a autonomia e a capacidade de execução do grupo nas ações de mediação e teatro comunitário.

14ºPASSO: PESQUISA E AÇÃO

O GKP TEBANKI participa numa ação nacional de investigação sobre a cidadania eleitoral e as experiências da democracia multipartidária na Guiné-Bissau. São formados cerca de vinte inquiridores regionais, integrados num total de duzentos Kumpuduris responsáveis pela recolha de dados em todo o país.

A formação aborda temas como migração interna, participação das mulheres na política e critérios para eleições livres, justas e transparentes.

Para ver os resultados específicos para a Região de Bolama-Bijagos clique aqui

O estudo é acompanhado por especialistas do INEP e culmina na elaboração de uma publicação de síntese.

Em paralelo, o grupo organiza apresentações regionais e oficinas setoriais de Teatro Legislativo sobre os conflitos eleitorais identificados, promovendo debate público, assessoria jurídica e a criação de códigos de conduta locais para o processo eleitoral.