A organização é constituída através de uma seleção de pessoas vindas de diferentes instituições do estado, organizações não-governamentais, professores, jornalistas e bombeiros humanitários.
TEBANKI dispõe de uma canoa e de um Grupo de Teatro do Oprimido.
Publicado no BO Nº46/2018,
Certidão de Escritura Nº144,
28 de Julho de 2017,
Folhas 65 a 71, Livro 9, Serie C
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A Assembleia Geral Ordinária, realizada no dia 20 de Abril de 2024 em Bubaque, concedeu um mandato de dois anos às seguintes estruturas:
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O grupo de teatro do Oprimido GTO-Tebanki é coordenado por Rui Vieira e Danilson Gomes.
11ºEncontro do Conselho de Paz
14ºEncontro do Conselho de Paz
15ºEncontro do Conselho de Paz
19ºEncontro do Conselho de Paz
24ºEncontro do Conselho de Paz
26ºEncontro do Conselho de Paz
Etapa de consolidação organizacional e fortalecimento da rede. As associações aprofundam a sua estrutura interna, promovem campanhas públicas e introduzem novas metodologias, como o Teatro Legislativo e a investigação-ação sobre cidadania eleitoral.
O ciclo reforça a credibilidade e visibilidade pública dos Kumpuduris, ampliando o diálogo entre sociedade civil, Estado e comunidades locais.
Em Bubaque, o GTO-Bissau realiza, com o GKP Tebanki e seu GTO, um ateliê de consolidação e planificação da nova fase do Projeto Fórum de Paz. Analisa-se o funcionamento interno da organização, os seus estatutos e práticas de gestão, e identificam-se necessidades de apoio técnico e formativo.
Em contacto com parceiros locais — administração, CAJ, SDS, autoridades tradicionais e religiosas — surgem novas ideias e desafios sobre o papel das organizações comunitárias num período eleitoral.
As discussões sobre liderança, cooperação e sustentabilidade abrem o novo ciclo de formação e planeamento conjunto.
Após o trabalho de consolidação interna, o GTO-Bissau e o GKP TEBANKI realizam uma campanha pública de sensibilização e advocacia na região de Bolama-Bijagos. A caminhada de paz com as marionetas gigantes mobilizam centenas de participantes e celebram a presença ativa dos Kumpuduris di Paz no espaço público.
Durante as atividades, o Dossiê institucional — contendo estatutos, currículos de formação, documentação da abordagem dos cinco conflitos abordados durante a formação em mediação popular, memorandos de entendimento e recomendações — é entregue às autoridades regionais e parceiros locais, reforçando a visibilidade e a sustentabilidade da organização recém-legalizada.
Com base nas análises locais realizadas no 8.º passo, GTO-Bissau e TEBANKI desenvolvem um processo de criação teatral centrado nos desafios e tensões ligados às eleições e à vivência democrática na região de Bolama-Bijagos. O GTO TEBANKI encena a peça de Teatro do Oprimido Nô djubi, nô rapada inspirada em situações reais observadas durante as campanhas eleitorais.
Devido à pandemia do Coronavirus, e as restricções de viagem que impediram o regresso do coordenador de Tebanki à Guiné-Bissau, não haviam condições para a realização do 11ºPasso durante muito tempo. Para evitar a caducudade do mandato das estruturas sociais, as mesmas foram reconduzidas para mais um mandato pelos membros da associação numa simples reunião.
O GKP Tebanki participa na introdução da metodologia de Teatro Legislativo, a partir das primeiras peças de Teatro do Oprimido, criadas com base nos conflitos comunitários. Em cada setor administrativo da região de Bolama-Bijagos, são organizados apresentações de Teatro Fórum e ateliês com participação de representantes das comunidades, autoridades tradicionais e religiosas, estruturas locais do Estado e centros de acesso à justiça (CAJs). As atividades são acompanhadas pelas rádios comunitárias e contam com o apoio dos e das Kuringas de GTO-Bissau. O processo cria uma experiência comparável entre todas as regiões e abre espaço para o aconselhamento mútuo e a formulação de propostas comuns para a transformação dos conflitos.
Para garantir a continuidade das atividades, o GKP TEBANKI recebe apoio para o reforço da sua estrutura organizacional e logística. São instaladas placas informativas em lugares estratégicos das áreas de intervenção, abertas contas bancárias para gestão de microfundos e adquiridas motorizadas com caixa de carga para deslocações e transporte de materiais. O grupo recebe ainda carimbo com o seu logotipo, pequeno equipamento de som e utensílios básicos para reuniões e eventos comunitários. Estas medidas fortalecem a autonomia e a capacidade de execução do grupo nas ações de mediação e teatro comunitário.
O GKP TEBANKI participa numa ação nacional de investigação sobre a cidadania eleitoral e as experiências da democracia multipartidária na Guiné-Bissau. São formados cerca de vinte inquiridores regionais, integrados num total de duzentos Kumpuduris responsáveis pela recolha de dados em todo o país.
A formação aborda temas como migração interna, participação das mulheres na política e critérios para eleições livres, justas e transparentes.
Para ver os resultados específicos para a Região de Bolama-Bijagos clique aqui
O estudo é acompanhado por especialistas do INEP e culmina na elaboração de uma publicação de síntese.
Em paralelo, o grupo organiza apresentações regionais e oficinas setoriais de Teatro Legislativo sobre os conflitos eleitorais identificados, promovendo debate público, assessoria jurídica e a criação de códigos de conduta locais para o processo eleitoral.
Fase de criação e legalização das organizações de base. Centra-se na formação fundamental em análise de conflitos, mediação popular e cidadania ativa, culminando na constituição legal das 11 associações regionais de Kumpuduris di Paz.
O ciclo valoriza o aprender fazendo — da pesquisa preliminar às primeiras intervenções autónomas — e estabelece as bases éticas e metodológicas do movimento, na Região de Bolama-Bijagos.
Num djunta kabesa da equipa do GTO-Bissau com atores locais na região de Bolama-Bijagos, recorda-se o caminho percorrido, analisam-se juntos os conflitos e desafios atuais e imagina-se o futuro da paz em Guiné-Bissau, partilhando experiências, identificando forças e necessidades locais e lançando as bases para o trabalho em rede entre ativistas de base.
A formação realizada na Região de Bolama-Bijagos, marca o início do ciclo de capacitação dos futuros mediadores comunitários. O curso aprofunda a compreensão dos conflitos e dos caminhos possíveis para a sua transformação, combinando fundamentos teóricos com saberes locais e práticas de mediação popular. Valoriza-se o uso de saberes e recursos tradicionais na construção de soluções sustentáveis.
Foram identificados cinco conflitos locais exemplares e analisadas as suas dimensões estruturais e culturais, que servem de base para o trabalho prático dos seguintes passos:
Em Bubaque, o grupo aprofunda a sua organização interna e assume compromissos claros para a realização das atividades práticas sobre os cinco conflitos escolhidos. São debatidos e assinados os acordos de entendimento e as regras de administração responsável dos fundos do projeto, com acompanhamento da equipa técnico-administrativa do GTO-Bissau. O grupo elege dois representantes — uma mulher e um homem — para a gestão partilhada e transparente dos recursos, consolidando uma relação de confiança mútua e de corresponsabilidade.
Na região de Bolama-Bijagos, o Grupo de Kumpuduris di Paz inicia a implementação das primeiras ações autónomas de mediação e transformação de conflitos, com base nos planos elaborados no passo anterior.
Na região de Bolama‑Bijagós, os cinco conflitos abordados refletem dinâmicas diversas e interligadas: na Ilha de Canogo, a rivalidade e a divisão entre aldeias; na Ilha de Uno, as tensões em torno do acampamento de pescadores imigrantes; nas Ilhas de Bubaque e Orango, as disputas relacionadas com heranças e hortas; na relação entre a zona reservada do Parque e os pescadores, os desafios de gestão e colaboração; e, por fim, na Ilha de Wite, o isolamento e a persistência de conflitos tradicionais.
Em cada situação, o grupo procura promover o diálogo, a escuta mútua e a corresponsabilidade, substituindo soluções impostas por processos participativos e transparentes. A gestão das atividades e dos fundos segue o princípio da autonomia local e da prestação de contas, fortalecendo a capacidade do grupo em formação e das comunidades de enfrentar os seus próprios conflitos de forma construtiva e duradoura.
GTO-Bissau e o grupo local selecionam um dos cinco conflitos para ser aprofundado através do Teatro do Oprimido. A formação inicial em Teatro Fórum conduz à criação coletiva da peça, com construção da cenografia, figurinos e músicas próprias.
Após as primeiras apresentações públicas, segue-se uma fase de aperfeiçoamento dramatúrgico e técnico, culminando na gravação da versão radiofónica.
A peça torna-se assim um recurso de sensibilização e diálogo, capaz de apoiar os processos comunitários de transformação de conflitos.
A Equipa técnica de GTO-Bissau e o grupo local avaliam o caminho percorrido para compreender a evolução do grupo como mediadores comunitários. Revêm-se os cinco conflitos trabalhados, analisam-se os resultados alcançados e identificam-se os aspetos que requerem seguimento e reforço. A reflexão conjunta aprofunda a compreensão teórica da transformação de conflitos e das mudanças internas em cada Kumpudur, incluindo atitudes, responsabilidades e modos de colaboração. O grupo contribui para a construção coletiva de saberes sobre mediação popular e participa na definição de princípios orientadores e de um código de conduta comum para os Kumpuduris di Paz.
O grupo de Kumpuduris di Paz Tebanki, realiza a sua Assembleia Constituinte, debatendo e aprovando os Estatutos que orientam o funcionamento da organização. Com o apoio do GTO-Bissau, inicia-se o processo de legalização através de escritura pública. As aprendizagens adquiridas são aplicadas noutros espaços sociais e profissionais, através da mediação popular de conflitos emergentes nas comunidades. O grupo elege os seus órgãos internos com equilíbrio de género e põe em prática o princípio da separação de poderes entre a Coordenação executiva e o Conselho de Coordenação deliberativo, reforçando a transparência e a legitimidade das suas ações.
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A Assembleia Geral Constituinte foi realizada no dia 6 de Maio de 2017 em Bubaque, concedeu um mandato de dois anos (2017 - 2019) às seguintes estruturas:
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O grupo de teatro do Oprimido GTO-Tebanki é coordenado por Rui Vieira e Danilson Gomes.