Bubaque e Orango Grande (secção do setor de Uno), ilhas do arquipélago dos bijagós, são também habitadas por grande número de Bijagó(s), seguido de Fulas de Bissau e de Conakri e e de um número mais reduzo das etnias Mancanhas, Papeis, Balantas, Manjacas e outros. Bubaque é a capital turística de Bolama-Bijagós ou do país (e, a par de Bolama, capital administrativa), são sectores mais frequentados da região.
Orango Grande é uma das mais históricas ilhas dos Bijagós, por ser aí que se encontrava o único reino da zona insular do país ou dos Bijagós. Foi ali que habitava a Okinka Pampa, a rainha que controlava os habitantes de todas as outras ilhas da zona. Esta foi não só a rainha dos Bijagós, também era considerada uma das maiores resistentes à dominação colonial na altura, no país. Orientou os povos do seu reinado a não pagar os impostos aos tugas.
Nessa localidade, integrada na reserva natural dos Bijagós conhecida como Parque Nacional de Orango, ainda se encontram hipopótamos, que constituem uma das mais importantes e singulares riquezas naturais do país e de toda a costa ocidental africana.
As atividades económicas das populações dessas ilhas estão limitadas a pescarias tradicionais e artesanal, agricultura e um pouco de comércio, devido a situação geográfica.
Este desentendimento, tal como os outras já abordados, foiconhecido no momento em que a equipa técnica do Projecto “Fórum de Paz/SCP668” (a BakaEquipa) estava a realizar as suas ações de formação e de reforço das capacidades das pessoas selecionadas para integrar o grupo de Kumpuduris de paz de bijagós. Durante essas ações, soube–se que:
No decurso dos trabalhos da mediação, através dos encontros de auscultação e de recolha das opiniões sobre o que se deve fazer para pôr fim aos desentendimentos familiares que havia e sensibilizar as partes desavindas sobre as necessidades de recuperação da boa convivência e laços de parentesco antes existentes, necessidade de protecção dos direitos das crianças, minimizar e sararas feridas deixadas nos filhos, devido a mortes dos pais neste caso, GKP optou fazer os seguintes:
Hoje há um clima de entendimento entre as partes desavindas. As mulheres dos falecidos proprietários das quintas passaram a poder colher os frutos da produção dos referidos espaços, anteriormente apropriados pelos herdeiros;
Adotar consenso na partilha dos bens provenientes da exploração das quintas de caju em questão, contentando das partes;
Criação de uma antena do grupo KdP na ilha para apoiar no seguimento e no cumprimento dos entendimentos conseguidos;
Para que possa haver o tão desejado entendimento, as partes apontam como possiveis soluções das desputas em curso, os seguintes:
Hortas de Cajú em Orango grande e Bubaque
Até aí foram atingidos os seguintes resultados:
Recomendações para a solução sustentável a nível nacional
No quadro da mediação deste conflito o Tebanki recomenda: