Pelundo e Pantufa são duas localidades pertencentes ao Sector de Canchungo Distam a seis quilómetros uma da outra e estão ligadas por laços históricos, geográficos, culturais, religiosos e de parentesco, factores estes entendidos como fundamentais a preservar, com vista a manutenção da paz e bem estar social entre populações da mesmo etnia e território.
Ambas as localidades têm como atividades geradoras de rendimento a agricultura, exploração dos recursos florestais e comercio de pequena escala, com a população maioritariamente Manjaca, com pendor religioso Islâmico, devido a conversão do grosso número dos habitantes de Pelundo ao Islão pela influência do Régulo Vicente Plundo (século XX), seguido de animistas e cristãos.
Sobre este conflito, ficou sabido durante o Curso básico que já havia gerado:
Incerteza sobre a delimitação do território entre as duas localidades, devido a incoerência da divisão administrativa colonial incluindo a atual,feito em 1996;
Desrespeito entre as partes do memorando de 1996 elaborado por uma comissão de mediação criada pela Administração do Sector de Cantchungo, que teria integrado os Régulos, a sociedade civil e pessoas de considerada influência;
Cedência aos militares por parte do Regulo e da comunidade de Pantufa das terras trabalhadas pela gente de Pelundo e outras pessoas que receberam terrenos dos de Pelundo;
Divergência, desconfiança, medo, ódio e vingança entre a família Monteiro de Pelundo e a população de Pantufa, Queima de forma mágica dos bens que pertenciam aos hóspedes que residem em Pantufa e aos quais foram cedidos os terrenos com finalidade de que fossem utilizados como ponta por parte de algumas pessoas da família Monteiro de Pelundo;
BAETCHAN PLENTCHE preconizou objectivos e assumiu o engajamento em ajudar a encontrar soluções para o conflito que coloca “a família Monteiro” em Pelundo há vários anos de costas voltadas com a comunidade de Pantufa.
Nesta senda, O GKP Canchungo, realizou dois encontros-djumbai de auscultação e de sensibilização em separado, um em Pelundo e outro em Pantufa, sobre a necessidade da tolerância e da boa convivência, para incentivar a colaboração das partes na busca de entendimento, assim como em encontrar uma solução pacífica e duradoira.
Ambos os encontros, ocorreram em presença das comunidades de PELUNDO e PANTUFA, do poder tradicional, de pessoas influentes, das vítimas e beneficiários de terrenos roubados e cedidos respectivamente na sequência do conflito, entre outras individualidades presentes, com a modesta organização do GKP BAETCHAN PLENTCHE.
O GKP BAETCHAN PLENTCHE de Canchungo, com os mesmos propósitos de mediação e busca de solução para este conflito ligado a disputa de terra, utilizou as abordagens e metodologias dos contos assim como das dinâmicas para iniciar os trabalhos, criando um
espaço de troca de informações e ideias sobre o conflito em questão, Assim, foram trazidas a tona os reais problemas ligados a disputa de posse de terra nesta localidade. Na sequência dos dois encontros, compreendeu-se que:
Na sequência dos encontros em separados realizados, concluí-se que:
As partes revelam-se disponíveis em reconsiderarem as suas posições caso seja necessário, com intuito de encontrar a solução pacífica do diferendo reduzindo os custos das constantes deslocações para o tribunal de Bissorã e para que a tal reconciliação almejada possa acontecer é importante que uma das partes reconhece os erros ou as falhas cometidas durante as diferentes fases do desentendimento, através da formalização dum pedido de desculpa.
Dada a natureza deste conflito, os contornos, as entidades e as pessoas implicadas, compreendendo que o fim deste problema vai levar ainda muito tempo, apesar de o grupo ter feito aquilo que pode, graças aos apoios do projecto Fórum de Paz e as colaborações das partes em conflito, das autoridades administrativas e do poder tradicional. Mas mesmo assim, o grupo pretende continuar com os trabalhos com base nas recomendações saídas dos encontros já realizados.
Para uma resolução sustentável das contradições estruturais verificadas durante o processo de mediação deste conflito, e afim de melhorar as politicas publicas o GKP BAETCHAN PLENTCHE sugere aos representantes eleitos e técnicos colaboradores dos ministérios: