As localidades de Djol, Pelundo, Canchungo, Augusto Barros são vizinhas apesar de situarem-se em dois sectores, Bula e Canchungo, ambos na Região de Cacheu, são zonas habitadas de forma mista pelos Manjacos, Mancanhas e Balantas ambos praticando atividades agrícolas, criação dos animais, artesanato, pesca e exploração dos palmares como principais atividades geradoras de rendimentos e de subsistência familiar.
A prática de roubo de gado a mão armada e dos outros bens, nos últimos tempos até com armas de fogo, tem penalizado uma parte da população da Região, afectou igualmente a boa relação de vizinhança antes existente.
Sem meios para fazer face a situação, em alguns dos casos foram as mesmas populações que tomaram iniciativas de vigiar os seus bens, o que resultou em várias ações violentas até mesmo de perda das vidas humanas.
O estado tem dificuldades de garantir a segurança das pessoas e dos seus bens na zona.
Assalto/Roubo frequente de gados a mão armada,
Morto a luz do dia em 27 de Fevereiro de 2013 o fundador e líder do Comité de
Vigilância de Canchungo em legítima defesa dos seus bens;
O BAETCHAN PLENTCHE realizou três encontros djumbai de auscultação e de sensibilização sobre o assunto, duas em Djol e a outra em Augusto Barros. Os encontros visavam entre outros, consciencializar as duas comunidades sobre a necessidade de abandono da prática do roubo de gado e de mais bens, registo das armas de pequeno calibre e entrega das armas de fogo as autoridades competentes, de modo a permitir uma convivência de tolerância entre as comunidades mencionadas antes, como forma de criação de condição para o aumento da riqueza, produção e produtividade.
Após longas horas de debates sobre o assunto em questão, os participantes foram claros em falarem dos problemas que os afectam, os seus bens e a sua segurança, nesta ordem de ideia, deixou-se a registar que:
Tendo em conta os passos dados, as abordagens feitas, as informações dadas e recolhidas, conclui-se:
Com base nas propostas tidas como possívei solução deste conflito, manifestadas pelas partes em divergência e pelo facto da maioria dos pontos mencionados, a sua aplicação não depende do GKP de Canchungo porque não tem competências para tal.
A maior parte dos casos já se encontra sob alçada dos tribunais, dada a natureza deste assunto, as entidades e as pessoas implicadas, conclui-se que o seu desfecho final vai levar ainda muito tempo a ser atingido. Compreendendo que a missão do Baetchan Plentche, não se resume apenas em encontrar solução para todos os casos que participa na sua mediação, também lhe são reservadas as tarefas de auscultação, de sensibilizar os implicados sobre a necessidade da tolerância, boa convivência, incentivar a colaboração na busca de entendimento, assim como de encontrar uma solução pacífica e duradoira para os desentendimentos.
Com base em tudo isso, O GKP entendeu que ainda não estão esgotadas as possibilidades de prosseguir com os trabalhos, julgando interessantes as mudanças que as ações previstas podem produzir, tal como ficou registado na discussão das soluções propostas, encara-se como pertinente continuar com os próximos passos.