A secção de Djol, dista a dezoito quilómetros da cidade de Canchungo e a nove da secção de Pelundo, é uma zona habitada na sua maioria pelos Manjacos e Balantas, sendo os Manjacos os primeiros ocupantes da localidade. As duas comunidades viviam como famílias, apesar das práticas culturais e rituais fúnebres serem um pouco diferentes, mas participam mutuamente em tudo o que cada uma das comunidades fazia.
Nos últimos anos, devido a procura desenfreada das terras para fins das pontas e plantação dos cajueiros por causa da valorização da castanha de caju que se assiste, ameaçou a qualidade das relações antes mencionadas, por pessoas singulares que decidiram pelas iniciativas próprias e a mando de outros, invadiram os espaços reservados para as práticas agrícolas em benefício da comunidade, para fins comerciais e pontas.
No cumprimento do plano das suas atividades, o GKP de Cacheu-Canchungo, imbuído do mesmo espírito reconciliador, de busca de consenso e de solução pacífica para este desentendimento resultante da disputa pela posse de terra, constatou que:
O GKP de Cacheu – Canchungo, realizou dois encontros djumbai de auscultação e de sensibilização, ambos em Djol sobre a necessidade de abandono das práticas violentas de procura de terra para agricultura ou ponta, a preservação das zonas das culturas e das práticas tradicionais, com base nas abordagens e nas metodologias de utilização das parábolas e das dinâmicas na introdução dos temas.
Com base nos mesmos trabalhos de sensibilização realizados junta das partes em divergência e o resto da comunidade sobre a necessidade da promoção de clima de paz, da boa convivência, entendimento e fraternidade em Djol e em todas as suas vinte e duas tabancas, sendo localidades de residência das partes em divergencia BAETCHAN PLENTCHE, concluiu que há:
Como possiveis soluções, os auscultados propuzeram, que sejam:
Considerando a natureza deste conflito e tendo em conta os resultados conseguidos nas sessões já realizadas, e de acordo com as recomendações delas saídas, concluiu-se que há necessidade de prosseguir com a realização de mais sessões de trabalho junto das comunidades implicadas, com vista a obtenção dos outros resultados que o Grupo de Kumpuduris de Cacheu – Canchungo e a Coordenação Nacional do Projecto SCP 668 Fórum de Paz preconiza e motivados pelos desfechos positivos dos dois conflitos supra citados.
Como recomendações a este desentendimento ligado à disputa de posse de terra em Djol, o GKP de Canchungo, sugere: