Em Março de 2015, o governo tinha doado um grupo de geradores com a capacidade de 500
megawatts a cidade de Farim. Estavam assim criadas as condições mínimas para que a população do setor de Farim, possa ter acesso à luz e adução de água potável.
Com a chegada da iluminação elétrica à cidade de Farim, em vez de trazer melhoria nas condições da população, observa-se a falta de transparência na gestão do mesmo, o que fez instalar a desconfiança entre os consumidores,
a direção da energia e a Administração Regional.
Como é óbvio os consumidores não estão satisfeitos com o serviço prestado por gestores da rede elétrica, pois queixam-se de preço de consumo por ser elevado e não ser baseado nos registos de contador, mas sim pela quantidade dos electrodomésticos. Ainda reclamam a existência dum grande número de consumidores privilegiados que não pagam luz e água.
Após a identificação das causas do conflito relativo à gestão da energia elétrica, o GKP de Oio começou a ter encontros informativos. O primeiro com as autoridades locais, a saber:
San-Bontche promoveu ainda outros encontros em separado com secretário administrativo que é o gestor da rede elétrica, assim como com os funcionários da energia elétrica e finalmente com os consumidores do sector de Farim.
Durante o levantamento de informações no terreno o GKP Oio deparou-se, com e seguinte evolução da situação:
Existência de um grupo de consumidores beneficiando de privilégio de isenção no pagamento da luz elétrica.
Depois das auscultações ficou acordado entre as partes a criação de uma comissão que terá como tarefa a sensibilização dos consumidores sobre os benefícios da energia elétrica, assim como uma gestão transparente por parte de comité de gestão, de modo a encorajar os consumidores a pagarem pontualmente as suas faturas da luz e água.
Um outro aspeto importante é inclusão dos alguns consumidores na comissão de cobranças.
A informação disponível relativa ao desfecho do conflito, permite-nos concluir que a situação inicial foi contornada, com a participação dos consumidores na gestão da corrente elétrica, as reivindicações dos consumidores diminuiram com o aumento de 30 minutos de fornecimento de luz e tudo isso graças à boa colaboração entre Comité de gestão e os funcionários da energia. E também ficou acordado que de agora em diante, as emissões das faturas e os pagamentos passam ser num único guiché.
Das informações recolhidas após os encontros da mediação, chegou-se as seguintes sugestões: