A proliferação das Mesquitas que na sua maioria são financiadas pelos guineenses de Conacri, assim como o aumento de uso dos véus fechados por parte das mulheres de imigrantes da Guiné-Conacri, está criando intolerância e desconfiança entre os Muçulmanos e fiéis das diferentes mesquitas na cidade de Bafatá.
Com base nos critérios de realização de encontros de auscultação e de sensibilização junto das partes em divergência, MODJINGOL GONA, na primeira fase promoveu dois encontros em separado com os líderes das duas alas desavindas, com seus apoiantes, e representantes das outras comunidades residentes em Bafatá, para análise de aspetos relacionados com a construção desorganizada das Mesquitas na cidade de Bafatá.
Foram longas horas de conversas com as partes conflituantes, falando abertamente sobre os reais problemas.
Foi importante registar melhoria nas relações dos fiéis Muçulmanos (da Guiné Bissau e dos imigrantes da Guiné Conacri). Doravante as autoridades administrativas passarão a assumir as suas responsabilidades no que concerne à construção das Mesquitas.
Os fieis do bairro de Sintchã Bilali retomaram as boas relações, interrompidos por causa do conflito e até estão a participar juntos nas cerimonias religiosas.
Sobre o fenómeno do uso do véu integral islâmico em espaços públicos (a burka) ainda não foram tomadas nem decisões nem medidas.
Neste âmbito as partes identificaram as seguintes sugestões de soluções a ter em conta: