Na região de Bafatá o conflito interétnico sobre quem deve reinar, cria falta de harmonia, e pode comprometer a paz social entre as comunidades. No regulado de Ganadu, por exemplo, assiste-se à disputa de herança do Regulado entre Fulas e Mandjacos, não há consensos entre eles sobre quem deve substituir o antigo régulo.
PASSOS DADOS NA MEDIAÇÃO DO CONFLITO
Para descortinar o que está a acontecer, o GKP-Bafatá, após ouvir as partes, ficou assim delineado os passos a seguir:
Promover encontros separados e facilitar um dialogo construtivo com as partes em conflito;
Estabelecer consensos e acompanhar as partes em conflitos na implementação dos consensos;
Envolver as autoridades administrativas na delimitação entre regulados;
Evolução do conflito identificado (no terreno)
Propostas de solução a nível local
DESFECHO DA MEDIAÇÃO
Dada a natureza deste conflito, as partes restabeleceram boa vizinhança e há consenso sobre o sucessor do régulo. As duas aldeias concordaram reabitar as hortas destruídas durante o conflito. Existe um memorando de entendimento.
Recomendações para a solução sustentável a nível nacional
No sentido encontrar soluções para o conflito existente, o grupo de Kumpuduris di Paz de Bafatá, sugeriu algumas propostas, as quais, em nossa opinião, poderão servir como a chave para consolidar o clima de paz e irmandade, entre as partes:
O governo através Ministério de Administração Territorial, deverá estabelecer limites fronteiriços entre todos os regulados de país;
Deve criar ainda um terno de referência sobre as competências e as atribuições para os régulos;
A capacitação dos régulos na resolução e mediação dos conflitos, deverá merecer uma atenção especial das autoridades;
O GKP de Bafatá, deve estabelecer as relações de parceria e de assessoria com todos régulos da região;