A tabanca de BULOL é uma das pequenas parcelas de terra arável, situada na zona marítima com forte presença dos ventos e ondas provenientes do atlântico, igualmente com vestígios da presença colonial e do comercio negreiro (escravos) palpáveis nas correntes que serviam para unir de forma atada os escravos, habitada por pequena comunidade Felupe, que vivem com a pesca e agricultura e a criação em pequena escala.
Assim, soube- se que:
Com o sentido de ver melhorada a relação institucional entre o régulo, o comité da tabanca e os professores, reconciliar as partes, barrando a possibilidade de existência de vinganças, o que passa por sensibilizar as partes a respeitarem e considerarem- se, delimitar claramente as áreas de intervenções entre elas, aliás como preveem as leis em vigor no país.
Nesta ordem de ideia, o GKP de Suzana planificou e realizou uma reunião de concertação e marcação da data para um encontro com os anciões, com os implicados no conflito e com os afetados;
Realizou igualmente de acordo com a agenda, um encontro de auscultação em separado com o Régulo, com os Professores, o Comité; os anciões e com a Associação de Jovens de Bulol.
Em seguida, promoveu e criou um espaço de troca das impressões juntando no mesmo espaço em djumbai e em debate toda a comunidade de Bulol, visando à necessidade de uma convivência sã, de confiança, de tolerância e de interajuda salvaguardando os superiores interesses desta tabanca.
Como resultados dos trabalhos levados a cabo no âmbito das suas ações, no terreno compreendeu-se que o problema que se vivia naquela tabanca era muito maior do que se podia imaginar e esperar. Mas devido às abordagens feitas pelo grupo, o diálogo aberto tido entre os presentes, ficaram registadas as intenções das partes em desentendimento em colaborar e participar na busca de soluções para resolver a divergência que a tempo se afecta a população desta ilha.
Pelo entendimento tido e pela conclusão chegada, o conflito em questão parece estar quase resolvido, porque:
Fruto dos trabalhos realizados, foram alcançados como resultados:
O professor em conflito com o Régulo foi transferido para outra aldeia onde está a desenvolver as suas actividades enquanto professor que é de dar as aulas. Um dos quatro professores mobilizados sucessivamente para ocupar o espaço deixado pelo professor que teve briga com o régulo, neste caso o último, também mudou da aldeia para a outra vizinha, mas continua afecto a mesma escola mantendo o seu horário normal;
Régulo e o Comité revelam cientes das respectivas delimitações e tarefas,
também comprometeram em não interferir nas competências e áreas de
intervenções de um e do outro.
Foi estabelecido um plano transparente de gestão do género alimentício na
escola em beneficio das crianças das aldeias beneficiárias. Existe uma comissão encarregue de seguimento e de acompanhamento da gestão e utilização dos referidos alimentos que integram os pais e encarregados de educação dos alunos, a Associação local, um membro de UTCHOKOORAL e a população em geral.
As propostas para as possíveis soluções do conflito foram integralmente sucedidas.
As partes compreenderam que estavam envolvidos num conflito desnecessário que vinha a acontecer ao longo dos anos por fraca idoneidade dos implicados, fraco sentido de responsabilidade e obrigação enquanto responsáveis comunitários e com deveres de serem os espelhos da comunidade devendo igualmente assumir as suas responsabilidades de acabarem com o desentendimento, sendo partes principais.
O GKP Utchokooral recomenda:
Ao MEN, que engaja pela construção com meios próprios ou pela ajuda dos
parceiros, da residência dos professores nas diferentes comunidades, para evitar a dependência destes aos régulos e chefes das tabancas, que em maioria parte dos casos acabam por limitar as suas atuações e dignidade;
Ao PNTC, que construa as residências dos professores nas comunidades
residentes dentro do parque, com os 21% referente as multas aplicadas as
pescas ilícitas no território do parque.