Na aldeia de Tchanghe, no Setor de Quebo, sul de país, há disputa de um terreno que, há um tempo atrás, foi cedido a FAO para a construção de um edifício onde funcionaria um escritório deste organismo do sistema das Nações Unidas, mas o projeto não chegou a ser efetivado.
Entretanto, o antigo proprietário queria recuperar o terreno em causa, mas tal não aconteceu. O terreno foi vendido por Aladje Garangue Djaló (alegado proprietário) ao Aladje Suleimane Baldé.
Esse ato não administrativo foi contestado por quem o considera como sendo uma autentica mafia.
PASSOS DADOS NA MEDIAÇÃO DO CONFLITO
O GKP de Tombali realizou vários encontros de auscultação em separado. Houve promessa de cedência de uma nova parcela de terra ao ex- proprietário, considerada justa e aceite por ambas as partes.
Evolução do conflito identificado (no terreno)
Propostas de solução a nível local
DESFECHO DA MEDIAÇÃO
As partes concluíram que deve haver boa relação de vizinhança pelo que era necessário o comprometimento de cedência de uma nova parcela de terra ao antigo próprietário, mas, infelizmente, até agora essa promessa não foi cumprida na totalidade. Apesar de tudo, existe um memorando de entendimento a ser assinado.
Recomendações para a solução sustentável a nível nacional
De acordo com informação recolhida após os encontros de sensibilização as duas partes e estruturas eleitas do GKP Bofanen recomendam:
respeito pelas regras antigas de cedência de terra;
Que a Direção Geral de Cadastro do Ministério das Obras Públicas e o Ministério da Administração Territorial, em parceria com governo regional, ponderem na definição das zonas limítrofes entre tabancas;
Que os Secretários Administrativos sectoriais deem atenção ao arquivo dos registos de todos os terrenos outorgados;
Ministério de Administração Territorial precisa incentivar os novos administradores a boas ações governativas.