A organização é constituída através de uma seleção de pessoas vindas de diferentes instituições do estado, organizações não-governamentais, professores, jornalistas e bombeiros humanitários.
TEBANKI dispõe de uma canoa e de um Grupo de Teatro do Oprimido.
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A Assembleia Geral Ordinária, realizada no dia 20 de Abril de 2024 em Bubaque, concedeu um mandato de dois anos às seguintes estruturas:
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O grupo de teatro do Oprimido GTO-Tebanki é coordenado por Rui Vieira e Danilson Gomes.






Fase de criação e legalização das organizações de base. Centra-se na formação fundamental em análise de conflitos, mediação popular e cidadania ativa, culminando na constituição legal das 11 associações regionais de Kumpuduris di Paz.
O ciclo valoriza o aprender fazendo — da pesquisa preliminar às primeiras intervenções autónomas — e estabelece as bases éticas e metodológicas do movimento, na Região de Bolama-Bijagos.
Num djunta kabesa da equipa do GTO-Bissau com atores locais na região de Bolama-Bijagos, recorda-se o caminho percorrido, analisam-se juntos os conflitos e desafios atuais e imagina-se o futuro da paz em Guiné-Bissau, partilhando experiências, identificando forças e necessidades locais e lançando as bases para o trabalho em rede entre ativistas de base.
A formação realizada na Região de Bolama-Bijagos, marca o início do ciclo de capacitação dos futuros mediadores comunitários. O curso aprofunda a compreensão dos conflitos e dos caminhos possíveis para a sua transformação, combinando fundamentos teóricos com saberes locais e práticas de mediação popular. Valoriza-se o uso de saberes e recursos tradicionais na construção de soluções sustentáveis.
Foram identificados cinco conflitos locais exemplares e analisadas as suas dimensões estruturais e culturais, que servem de base para o trabalho prático dos seguintes passos:
Em Bubaque, o grupo aprofunda a sua organização interna e assume compromissos claros para a realização das atividades práticas sobre os cinco conflitos escolhidos. São debatidos e assinados os acordos de entendimento e as regras de administração responsável dos fundos do projeto, com acompanhamento da equipa técnico-administrativa do GTO-Bissau. O grupo elege dois representantes — uma mulher e um homem — para a gestão partilhada e transparente dos recursos, consolidando uma relação de confiança mútua e de corresponsabilidade.
Na região de Bolama-Bijagos, o Grupo de Kumpuduris di Paz inicia a implementação das primeiras ações autónomas de mediação e transformação de conflitos, com base nos planos elaborados no passo anterior.
Na região de Bolama‑Bijagós, os cinco conflitos abordados refletem dinâmicas diversas e interligadas: na Ilha de Canogo, a rivalidade e a divisão entre aldeias; na Ilha de Uno, as tensões em torno do acampamento de pescadores imigrantes; nas Ilhas de Bubaque e Orango, as disputas relacionadas com heranças e hortas; na relação entre a zona reservada do Parque e os pescadores, os desafios de gestão e colaboração; e, por fim, na Ilha de Wite, o isolamento e a persistência de conflitos tradicionais.
Em cada situação, o grupo procura promover o diálogo, a escuta mútua e a corresponsabilidade, substituindo soluções impostas por processos participativos e transparentes. A gestão das atividades e dos fundos segue o princípio da autonomia local e da prestação de contas, fortalecendo a capacidade do grupo em formação e das comunidades de enfrentar os seus próprios conflitos de forma construtiva e duradoura.
GTO-Bissau e o grupo local selecionam um dos cinco conflitos para ser aprofundado através do Teatro do Oprimido. A formação inicial em Teatro Fórum conduz à criação coletiva da peça, com construção da cenografia, figurinos e músicas próprias.
Após as primeiras apresentações públicas, segue-se uma fase de aperfeiçoamento dramatúrgico e técnico, culminando na gravação da versão radiofónica.
A peça torna-se assim um recurso de sensibilização e diálogo, capaz de apoiar os processos comunitários de transformação de conflitos.
A Equipa técnica de GTO-Bissau e o grupo local avaliam o caminho percorrido para compreender a evolução do grupo como mediadores comunitários. Revêm-se os cinco conflitos trabalhados, analisam-se os resultados alcançados e identificam-se os aspetos que requerem seguimento e reforço. A reflexão conjunta aprofunda a compreensão teórica da transformação de conflitos e das mudanças internas em cada Kumpudur, incluindo atitudes, responsabilidades e modos de colaboração. O grupo contribui para a construção coletiva de saberes sobre mediação popular e participa na definição de princípios orientadores e de um código de conduta comum para os Kumpuduris di Paz.
O grupo de Kumpuduris di Paz Tebanki, realiza a sua Assembleia Constituinte, debatendo e aprovando os Estatutos que orientam o funcionamento da organização. Com o apoio do GTO-Bissau, inicia-se o processo de legalização através de escritura pública. As aprendizagens adquiridas são aplicadas noutros espaços sociais e profissionais, através da mediação popular de conflitos emergentes nas comunidades. O grupo elege os seus órgãos internos com equilíbrio de género e põe em prática o princípio da separação de poderes entre a Coordenação executiva e o Conselho de Coordenação deliberativo, reforçando a transparência e a legitimidade das suas ações.
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A Assembleia Geral Constituinte foi realizada no dia 6 de Maio de 2017 em Bubaque, concedeu um mandato de dois anos (2017 - 2019) às seguintes estruturas:
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O grupo de teatro do Oprimido GTO-Tebanki é coordenado por Rui Vieira e Danilson Gomes.
Etapa de consolidação organizacional e fortalecimento da rede. As associações aprofundam a sua estrutura interna, promovem campanhas públicas e introduzem novas metodologias, como o Teatro Legislativo e a investigação-ação sobre cidadania eleitoral.
O ciclo reforça a credibilidade e visibilidade pública dos Kumpuduris, ampliando o diálogo entre sociedade civil, Estado e comunidades locais.
Em Bubaque, o GTO-Bissau realiza, com o GKP Tebanki e seu GTO, um ateliê de consolidação e planificação da nova fase do Projeto Fórum de Paz. Analisa-se o funcionamento interno da organização, os seus estatutos e práticas de gestão, e identificam-se necessidades de apoio técnico e formativo.
Em contacto com parceiros locais — administração, CAJ, SDS, autoridades tradicionais e religiosas — surgem novas ideias e desafios sobre o papel das organizações comunitárias num período eleitoral.
As discussões sobre liderança, cooperação e sustentabilidade abrem o novo ciclo de formação e planeamento conjunto.
Após o trabalho de consolidação interna, o GTO-Bissau e o GKP TEBANKI realizam uma campanha pública de sensibilização e advocacia na região de Bolama-Bijagos. A caminhada de paz com as marionetas gigantes mobilizam centenas de participantes e celebram a presença ativa dos Kumpuduris di Paz no espaço público.
Durante as atividades, o Dossiê institucional — contendo estatutos, currículos de formação, documentação da abordagem dos cinco conflitos abordados durante a formação em mediação popular, memorandos de entendimento e recomendações — é entregue às autoridades regionais e parceiros locais, reforçando a visibilidade e a sustentabilidade da organização recém-legalizada.
Com base nas análises locais realizadas no 8.º passo, GTO-Bissau e TEBANKI desenvolvem um processo de criação teatral centrado nos desafios e tensões ligados às eleições e à vivência democrática na região de Bolama-Bijagos. O GTO TEBANKI encena a peça de Teatro do Oprimido Nô djubi, nô rapada inspirada em situações reais observadas durante as campanhas eleitorais.
Devido à pandemia do Coronavirus, e as restricções de viagem que impediram o regresso do coordenador de Tebanki à Guiné-Bissau, não haviam condições para a realização do 11ºPasso durante muito tempo. Para evitar a caducudade do mandato das estruturas sociais, as mesmas foram reconduzidas para mais um mandato pelos membros da associação numa simples reunião.
O GKP Tebanki participa na introdução da metodologia de Teatro Legislativo, a partir das primeiras peças de Teatro do Oprimido, criadas com base nos conflitos comunitários. Em cada setor administrativo da região de Bolama-Bijagos, são organizados apresentações de Teatro Fórum e ateliês com participação de representantes das comunidades, autoridades tradicionais e religiosas, estruturas locais do Estado e centros de acesso à justiça (CAJs). As atividades são acompanhadas pelas rádios comunitárias e contam com o apoio dos e das Kuringas de GTO-Bissau. O processo cria uma experiência comparável entre todas as regiões e abre espaço para o aconselhamento mútuo e a formulação de propostas comuns para a transformação dos conflitos.
Para garantir a continuidade das atividades, o GKP TEBANKI recebe apoio para o reforço da sua estrutura organizacional e logística. São instaladas placas informativas em lugares estratégicos das áreas de intervenção, abertas contas bancárias para gestão de microfundos e adquiridas motorizadas com caixa de carga para deslocações e transporte de materiais. O grupo recebe ainda carimbo com o seu logotipo, pequeno equipamento de som e utensílios básicos para reuniões e eventos comunitários. Estas medidas fortalecem a autonomia e a capacidade de execução do grupo nas ações de mediação e teatro comunitário.
O GKP TEBANKI participa numa ação nacional de investigação sobre a cidadania eleitoral e as experiências da democracia multipartidária na Guiné-Bissau. São formados cerca de vinte inquiridores regionais, integrados num total de duzentos Kumpuduris responsáveis pela recolha de dados em todo o país.
A formação aborda temas como migração interna, participação das mulheres na política e critérios para eleições livres, justas e transparentes.
Para ver os resultados específicos para a Região de Bolama-Bijagos clique aqui
O estudo é acompanhado por especialistas do INEP e culmina na elaboração de uma publicação de síntese.
Em paralelo, o grupo organiza apresentações regionais e oficinas setoriais de Teatro Legislativo sobre os conflitos eleitorais identificados, promovendo debate público, assessoria jurídica e a criação de códigos de conduta locais para o processo eleitoral.