KUMPU KOMBERSA ★ MEDIAÇÃO POPULAR
As mediações aqui apresentadas integram um percurso formativo e prático desenvolvido no âmbito da primeira fase do projeto Fórum de Paz (2015 a 2018), com os Kumpuduris di Paz como protagonistas centrais. Cada caso documentado resulta de um processo estruturado de aprendizagem, ação no terreno e reflexão coletiva, concebido para reforçar capacidades locais de prevenção, mediação e transformação pacífica de conflitos.
Todas as mediações tiveram início no curso básico de formação, onde os participantes aprenderam a analisar conflitos a partir do seu contexto social, económico, cultural e institucional. A partir dessa base comum, os conflitos foram depois trabalhados de forma autónoma pelos grupos regionais, que assumiram a condução dos contactos no terreno, a auscultação das partes envolvidas e a construção progressiva de propostas de solução. Ao longo desse percurso, os grupos contaram com o acompanhamento da equipa técnica do projeto, sobretudo a nível metodológico e de conteúdo, bem como com apoios financeiros mínimos, destinados a cobrir custos essenciais de deslocação, transporte e despesas administrativas.
GKP TEBANKI
GKP UTCHOKOORAL
GKP BALAMPE BAFER
GKP BAETCHAN PLENTCHE
GKP N'DAKOULAN INHENE
GKP FINKA FIRKIDJA
GKP SAN-BONTCHE
GKP MODJINGOL GONA
GKP BADIM-KAFÓ
GKP BOFANEN
GKP N'NAFÁ SÓBIA
Cada mediação culminou na elaboração de uma documentação escrita, que sistematiza a análise inicial, os passos dados, as propostas de solução, os resultados alcançados e as recomendações formuladas. Esses dossiês foram formalmente entregues às autoridades administrativas competentes — governadores regionais, administradores de setor, câmaras municipais e outros parceiros locais — como contributo para o seguimento institucional e para eventuais decisões de política pública.
Até ao momento, 54 conflitos e situações complexas de conflito foram documentados. Muitos deles revelam padrões recorrentes em diferentes regiões, como disputas de liderança, conflitos ligados à posse e delimitação de terras, rivalidades religiosas, tensões associadas ao desporto (em particular ao futebol), ou ainda conflitos relacionados com meios de subsistência e restrições ambientais ou de conservação da natureza. Embora a fase formal de mediação tenha sido concluída com a documentação, todos os casos continuam a ser acompanhados e observados pelos Grupos de Kumpuduris di Paz, numa lógica de vigilância comunitária, aprendizagem contínua e responsabilidade partilhada pela paz social.