Numa zona insular marcada por desorganização e corrupção, o turismo contribui pouco para o desenvolvimento local e agrava a exploração dos recursos e das pessoas. No Hotel Papaia Pela, práticas abusivas envolvem adolescentes em situações de risco, incentivadas por interesses económicos ligados aos turistas. Tomé, jardineiro respeitado pela sua integridade, recusa ser cúmplice e confronta o gerente. A denúncia gera represálias: a direção do hotel reage com hostilidade e mobiliza autoridades corrompidas. Subornado, o comandante da polícia atua contra Tomé, que acaba por pagar um preço alto pela sua coragem. A peça denuncia abusos, silêncio imposto e impunidade.