Fanta e Paulo vivem um relacionamento respeitado pela comunidade. Sobrecarregada com trabalho doméstico e agrícola, Fanta aceita que o marido traga Maria para a convivência conjugal. Inicialmente, trata-a com afeto, como filha e amiga. Com o tempo, porém, a relação degrada-se. Após perdas familiares, Paulo e a comadre passam a acusar Fanta de feitiçaria, culpando-a pela morte de crianças. A mulher, antes respeitada, torna-se alvo de desconfiança e violência simbólica. A peça revela como o preconceito, a ignorância e as tensões familiares podem transformar relações de cuidado em exclusão, injustiça e sofrimento dentro da própria casa.