Num contexto de Estado laico, líderes políticos aproximam-se de autoridades religiosas para ganhar apoio junto das comunidades. Através de ofertas e promessas, estabelecem relações de interesse que colocam em causa a independência das instituições religiosas. Em vez de servir o bem comum, alguns líderes utilizam a sua influência para orientar fiéis em favor de determinados candidatos ou partidos. As diferentes confissões entram numa dinâmica de rivalidade, semelhante a uma disputa interna por reconhecimento e benefícios. A peça denuncia a instrumentalização da fé na política e questiona os limites entre crença, poder e responsabilidade num Estado laico.