Nô djubi bubaque nô terra

Este Bantaba reconhece os/as TAJ e o CAJ como parceiros-chave no apoio e orientação jurídica.

TAJ: Nila Barbosa Crima

CAJ Bissau Velho

Bantaba di Paz: Bubaque

Data da realização: 2026/05/09

Participantes: 66
m: 40
; f: 26
O GKP Tebanki é membro do CTO-Bissau/Fórum de Paz, que implementa a série “Bantaba di Paz 2026” em todos os setores administrativos da Guiné-Bissau, em parceria com a Voz di Paz e a WANEP-GB.

PROTEÇÃO AMBIENTAL

1. A proteção ambiental em Bubaque enfrenta quatro problemas centrais. Primeiro, a falta de atenção dos operadores turísticos na recolha e tratamento do lixo. Segundo, a fraca vigilância sobre a proteção do meio ambiente. Terceiro, a falta de noção das pessoas sobre como se relacionar e tratar o meio ambiente. Quarto, a falta de contentores de lixo.

1. Sugere-se criar leis contra operadores turísticos que praticam má gestão do lixo. Também é preciso reforçar o envolvimento das comunidades locais na defesa do meio ambiente. Campanhas de sensibilização porta a porta e na rádio devem ser feitas. Por fim, é urgente identificar e criar um lugar apropriado para lixeira.

CONSERVAÇÃO E VALORIZAÇÃO DO PESCADO

1.A conservação do pescado em Bubaque é precária. Falta responsabilidade na conservação, não existem câmaras de conservação e há grandes dificuldades em obter gelo. Isso prejudica pescadores e vendedoras, causando perdas económicas e riscos à saúde.

2.As comunidades exigem que a administração local construa uma câmara de conservação de pescados. Também pedem que o governo facilite o acesso a subsídios para pescadores e vendedoras através de microcrédito, permitindo que comprem gelo e equipamentos de conservação.

TURISMO SUSTENTÁVEL NAS ILHAS BIJAGOS

1.O turismo em Bubaque traz benefícios, mas também problemas. O grande fluxo de pessoas vindas de Bissau aumenta a delinquência juvenil, com casos de consumo de álcool, estupefacientes e turismo sexual infantil. A acumulação de lixo nas zonas turísticas é visível. 2.Falta uma política clara de acolhimento nas zonas turísticas.

1. Propõe-se comunicar melhor com a administração local, construir locais de receção para turistas, reforçar a segurança local e policial, reabilitar infraestruturas e fazer sensibilização nas comunidades. O envolvimento dos pais e encarregados de educação também é fundamental.

POSSE E GESTÃO DA TERRA

1.A venda de espaço público e terrenos em Bubaque ocorre sem clareza. Não há regras definidas sobre gestão de posse de terra, o que gera conflitos e privatização indevida de espaços de lazer, como as praias.

1.As soluções apresentadas são: criar um mapa oficial com participação da comunidade para regular compra e venda de espaço; denunciar a privatização de espaços de lazer; criar uma associação juvenil para resolver problemas sobre espaço público; e criar novos espaços de lazer para a população.

VALORIZAÇÃO DAS ILHAS COMO PATRIMÓNIO MUNDIAL DA UNESCO

1. Um dos principais problemas identificados é a falta de conhecimento sobre o valor do património das ilhas Bijagós. 2.A poluição das praias e do mar também foi apontada como grave. 3.Outro desafio é a pesca ilegal e a exploração excessiva dos recursos marinhos. 4. A destruição dos mangais e florestas preocupa as comunidades. 5.O turismo desorganizado e destrutivo afeta o arquipélago.

1. O Estado deve criar e aplicar leis ambientais, combater a pesca ilegal e proteger espécies ameaçadas. Deve também proteger o património cultural, valorizando tradições, preservando monumentos e incentivando línguas locais. Cabe ao Governo promover educação e sensibilização ambiental, desenvolver turismo sustentável com infraestruturas adequadas, apoiar comunidades locais ouvindo os líderes e investir em serviços básicos. Além disso, precisa atuar contra mudanças climáticas, erosão costeira, poluição marinha e exploração ilegal de recursos. 2. Implementação de turismo sustentável, formação de guias locais, criação de regras de proteção ambiental para visitantes e promoção da cultura local. 3. Defendem-se programas de reflorestação, proteção legal das áreas sensíveis, envolvimento das comunidades locais e promoção do uso sustentável dos recursos. 4. Reforço da fiscalização marítima, aplicação rigorosa das leis ambientais, criação de zonas de proteção marinha e sensibilização dos pescadores. 5. Realizar campanhas regulares de limpeza, educação ambiental nas comunidades, redução do uso de plásticos e criação de sistemas de gestão de resíduos. 6. Adotar programa de educação ambiental nas escolas, campanhas de sensibilização, formação de líderes comunitários e divulgação da importância cultural e natural das ilhas. 7.

QUALIDADE DO ENSINO PÚBLICO

1. A falta de professores qualificados compromete o ensino. As causas são a pouca formação profissional e os baixos salários, que resultam em ensino fraco e baixo aproveitamento. A solução é garantir formação contínua, valorização dos professores e salários condignos. 2. A pouca participação dos pais e encarregados de educação gera baixo rendimento e indisciplina. É preciso incentivar o acompanhamento familiar e a participação ativa dos encarregados na vida escolar. 3. As greves frequentes interrompem as aulas e atrasam o calendário escolar. Isso ocorre devido a salários atrasados e más condições de trabalho. A degradação das escolas cria ambientes inadequados para estudar por falta de manutenção e investimento. A resposta é a construção e reabilitação das infraestruturas escolares. 4.A falta ou insuficiência de materiais escolares dificulta a aprendizagem, consequência do pouco investimento na educação. 5. A fraca gestão escolar decorre da falta de organização, fiscalização e da má administração dos recursos. 6. A desigualdade no acesso à educação exclui crianças do sistema, causada por diferenças sociais e longas distâncias até as escolas. 7. O abandono e a evasão escolar são alimentados pela pobreza, trabalho infantil e casamentos precoces, aumentando o analfabetismo e o desemprego. 8. A politização das instituições públicas prejudica todo o sistema. A nomeação de dirigentes por critérios políticos, a interferência de partidos na gestão escolar e a falta de autonomia geram má gestão, instabilidade nas políticas e baixa qualidade do ensino.

1. As soluções incluem garantir autonomia das instituições, nomeações baseadas em mérito e competência, separação clara entre política e gestão escolar, fortalecimento das leis e transparência nos processos de decisão. 2. O apoio social às famílias e campanhas de sensibilização são urgentes. 3. É necessário criar escolas em zonas rurais e promover políticas de inclusão. 4. Propõe-se formação de gestores escolares e maior fiscalização. 5. A distribuição de livros e materiais didáticos é essencial. 6. Melhorar as condições salariais e fortalecer o diálogo entre Governo e sindicatos.