DJUMBAI NA PAZ

Data da realização: 2026/04/12

Beli

O GKP Badim-Kafó é membro do CTO-Bissau/Fórum de Paz, que implementa a série “Bantaba di Paz 2026” em todos os setores administrativos da Guiné-Bissau, em parceria com a Voz di Paz e a WANEP-GB.
Participantes: 67
matchu: 41
femia: 26
CAJ-GB

TAJ: Rino da Silva

CAJ Gabú

FALTA DE ACESSO A TRANSPORTE PÚBLICO

1.Falta de investimento em transporte público 2.Custo elevado por causa das más infraestruturas; 3.Transporte só funciona na campanha do caju; viagem Boé-Gabú demora 3 a 5 dias; 4. Comunidade leva mercadorias para país vizinho por falta de transporte; 5. Moto-táxi custa 15.000 a 20.000, limitando circulação e venda de produtos; 6- Mulheres não fazem trabalhos de risco por falta de transporte seguro;

1. Investir em transporte público de qualidade; 2. Implementar políticas públicas para mobilidade urbana sustentável; 3. Intervenção do governo na construção de infraestruturas; 4. Adotar zengada ou barcação para facilitar transporte; 5.Revisão da lei sobre transporte público + conscientização; 6.Baixar preço do transporte público e acabar com cobranças ilícitas;

PRÁTICAS NEFASTAS:CASAMENTO FORÇADO E PRECOCE, MUTILAÇÃO GENITAL FEMININA, ABANDONO ESCOLAR

1. Pais obrigam filhas a abandonar escola para casamento, entre 13 e 15 anos; 2. Religião e tradição são usadas para justificar as práticas; 3. Mais de 100 crianças fora do sistema de educação por falta de professores; 4. Greves sucessivas na função pública prejudicam aulas; 5. Mutilação Genital Feminina continua em algumas comunidades apesar das campanha;

1. Implementar políticas públicas para ensino de qualidade; 2.Reforçar investimento em políticas contra MGF; 3.Campanhas de sensibilização sobre riscos do casamento precoce e forçado; 4. Apoiar ONGs locais para dinamizar campanhas; 5. Criar estratégias com ONGs nacionais para sensibilizações;

DIFICULDADE DE INFRAESTRUTURA RODOVIÁRIA

1. Isolamento do setor de Boé por falta de estradas; 2. Falta de ponte no rio TcheTche impede circulação; 3. Só existe uma ambulância pequena; falta de zengada maior; 4. Má condição das estradas eleva custo do transporte; 5. Comunidade precisa atravessar Guiné-Conacri para acessar o setor;

1. Reabilitar as estradas de acesso ao setor; 2. Construir ponte no rio TcheTche; 3. Estado deve construir estradas e controlar custos de viagem para torná-los acessíveis; 4. Resolver o custo de transporte para a população;

FALTA DE ENERGIA ELÉTRICA E SEGURANÇA SOCIAL

1. Setor sem energia elétrica há longos anos, desde a independência; 2. Todas as tabancas, escolas, hospitais e estradas estão sem luz; 3. Falta de energia afeta serviços essenciais: saúde, educação, água;

1. Estado da Guiné-Bissau deve engajar-se para eletrificar o Setor de Boé; 2. Eletrificar hospitais, escolas, estradas e outros serviços públicos; 3. Criar autarquias locais para que gestores sejam escolhidos pela comunidade;

FUGA DE JOVENS DAS ZONAS RURAIS PARA OS CENTROS URBANOS (FATORES QUE INFLUENCIAM)

1. Setor de Boé só tem escola da 1ª à 6ª classe; 2. Falta de emprego para jovens; 3. Falta de mercado para venda de produtos de 1ª necessidade; 4. Ausência do Estado no setor; 5. Falta de liceus e centros de formação profissional; 6. Necessidade de projetos que empreguem jovens;

1. Aumentar salário dos professores colocados em Boé para atrair docentes; 2. Abertura de lumo semanal; 3. Redução de preços e fim das cobranças ilícitas aos feirantes de lumo [feira];

DIFICULDADE DE CONTROLO DOS RECURSOS NATURAIS

1.Pouco controle comunitário sobre os recursos; 2.Estudos antigos mostram benefícios, mas não foram concluídos; 3.Falta de colaboração entre Estado e Comunidade;

1. União entre a comunidade 2. Criação de plataforma de ONGs 3. Estado deve realizar audiências públicas 4. Negociação direta entre Estado e comunidade